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Por
volta de 1997 os pesquisadores europeus em biologia celular, e particularmente
aqueles que estudavam a medula óssea, verificaram que certas células
deste tecido, as células-tronco estromais possuíam a capacidade
de gerar outros tecidos além das diferentes células que
constituem o sangue. Pesquisadores
da Itália e aqui do Brasil descobriram que o autotransplante de
células da medula óssea em roedores, nos quais se produziam
lesões no coração (infarto ou doença de Chagas),
curavam estas Desde 2001 pesquisadores brasileiros do Instituto do Milênio de Bioengenharia Tecidual vêm tirando pacientes da fila do transplante cardíaco com o sucesso do autotransplante de células-tronco adultas. Frente
aos resultados, pesquisadores em todo o mundo resolveram desviar seus
objetivos para a utilização das células-tronco embrionárias,
visto serem totipotentes - a partir destas é que se forma todo
organismo. Vão contra a ética, pois para obtê-las devem destruir embriões humanos, que consideram um amontoado de células, sem vida(!). Ora, se não têm vida, como podem ser utilizadas no tratamento de doenças degenerativas? Também vão contra vários fatos científicos: 1) Se
utilizarem células de embriões congelados como vão
evitar a rejeição? Tomando Por
outro lado, existe alteração do DNA dos núcleos destas
células cuja detecção não é possível,
havendo, por isto, a possibilidade de gerar tumores. 2) A clonagem terapêutica, em que se produzem embriões com o genoma do paciente, para ser destruído e se obter as células-tronco cujo transplante não seja rejeitado. Mas se é doença genética, as células portarão o mesmo defeito. A clonagem
varia conforme a espécie animal. Até hoje não se
Em
resumo: não existe justificativa para se utilizar células-tronco
embrionárias humanas na terapia de doenças degenerativas.
Artigo
publicado em O Globo de 20/08/04 |
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