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Janeiro
de 2004 |
Terceiro
setor
Rede Solidária lança revista

Objetivo é divulgar projetos sociais
e o trabalho de Betinho é tema do primeiro número
O
Programa Rede Solidária, mantido pela seção paranaense
da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), acaba
de lançar o primeiro número da revista Resol, dirigida a
empresas, órgãos governamentais, igrejas e ao terceiro setor.
O objetivo da publicação é promover a solidariedade
e criar um espaço onde podem ser encontradas informações
sobre responsabilidade social.
Segundo o padre Carlos Alberto Chiquim, secretário-executivo da
regional Sul II da CNBB, que coordena o projeto, a revista visa a divulgar
os projetos da Rede entre personalidades formadoras de opinião.
"Queremos atingir empresários, profissionais liberais e lideranças
eclesiais, não apenas da Igreja Católica, no intuito de
conscientizá-los da importância do resgate da cidadania",
afirma Chiquim.
A publicação, que circula em todo o país, traz entrevistas
com pessoas que se destacaram em trabalhos voluntários, assim como
matérias sobre fundações, grupos e atividades sociais.
"No primeiro número, abordamos as ações do Herbert
José de Souza, o Betinho. No segundo número, iremos tratar
da Irmã Dulce, missionária que dedicou sua vida aos pobres",
relata.
A revista Resol é parte do projeto Grande Mutirão Nacional
de Superação da Miséria e da Fome, que age no segundo
(privado) e terceiro setores da sociedade. "O setor público
já possui ações nesse sentido. Em relação
ao segundo setor, a intenção é fomentar nas empresas
privadas a idéia de superação das desigualdades sociais,
gerando empregos e atuando por uma filantropia estratégica, não
apenas assistencialista", afirma Chiquim. "Em relação
ao terceiro setor, das organizações não-governamentais
(ONGs), a tentativa é de aglutinar suas forças, potencializando
suas ações, organizando-as para a captação
de recursos", complementa.
Além da divulgação dos parceiros da Rede Solidária,
através da publicação de suas obras sociais concretas,
a revista concentra suas forças em outros aspectos da cidadania
corporativa, como projetos de inclusão digital. "Hoje há
um grande número de excluídos do processo educacional, social
e cultural. A idéia é incluir o indivíduo através
da democratização do uso dos computadores e da rede mundial
[internet]", explica. "Assim, a pessoa capacita-se profissionalmente
para poder enfrentar o mercado de trabalho, interagindo com a sociedade
e desenvolvendo sua comunidade", finaliza Chiquim.
Publicado
na Gazeta do Povo, 31/12/03
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