![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| |
|
|
|
|
|
|
Alzeli Bassetti é escritora e diretora do Instituto Ciência e Fé |
Opinião Alzali Bassetti Vive-se um clima de bonança no Paraná no âmbito das relações político-partidárias, já que os derrotados de 2004 vêm impondo a si mesmos a máxima leninista de que é imprescindível ao candidato "revolucionário" o aprendizado do bom gosto e das boas maneiras próprios da classe média. A tática é manter o poder do estado, um desafio que a cada dia se torna mais difícil. Convém não se iludir. Há irrecorrível determinação para não acumular derrotas, em especial no poder estadual. Externamente sopra a brisa, mas internamente entre os derrotados aliados o que se ouve é um vendaval. O amargor do revés faz com que todos se acusem mutuamente como se uma derrota não fosse sempre um acúmulo de erros por parte da maioria. O dedo em riste pretende mesmo é achar cúmplices pelo fracasso. Não visa à correção da (s) falha (s) e sim à cumplicidade. Não levaram em conta o conselho shakespeariano: "Uma aliança forçada é puro inferno" (Henrique VI). O PMDB/PR por seus quadros dignos de nota sabe os porquês da derrota, mesmo sendo "velho de guerra". Por certo não está na manutenção do P inicial, tampouco na arcaica argumentação de falta de sabedoria popular para escolher o voto. Ao contrário, as últimas eleições provaram um amadurecimento da consciência crítica, como ponto de partida para o exercício do voto. Sem avaliação das causas do fracasso não há como saná-las. Pois quem não sabe o que procura não interpreta corretamente o que acha. Ademais, o tempo urge e "cazuzamente" ele não pára. A vontade política do eleitor foi por mudança e, ao que tudo leva a crer, tal ciclone pretende atingir os governos federal e estaduais, as casas legislativas, as hostes partidárias, a sociedade civil organizada, a representatividade comunitária e as lideranças de categorias. Manhas, artimanhas, truques, mímicas faciais, olhares vampirescos, vozes de além-túmulo – que por tanto tempo vinham enganando o eleitor ou, no mínimo, confundindo-o, pertencem ao passado. As urnas optaram pelo simples, sóbrio, convicto, dotado de vontade política, honestidade e competência administrativa para liderar a mudança. Antes delas as pesquisas sinalizavam as preferências. E como tudo é parte integral do desenvolvimento de um processo mudancista que gradativamente vem se expandindo, quem não estiver atento à vox populi irá perder o bonde da vitória. Os "reis" antigos restarão nus, ninguém irá se importar com um manto para protegê-lo. A virada do ano irá empossar, em Curitiba, um prefeito que alia juventude à experiência administrativa, serenidade com disposição para solucionar problemas, fidelidade partidária com visão democrática e pluralista, no exercício do poder. Ao lado dele, um vice que completa um partido solidificado, com respeitável projeto de poder. Um prefeito identificado com a alma curitibana. Coroando tudo, resta a fé irremovível na providência divina. Que não irá faltar para garantir um tempo de paz, prosperidade, plantio correto e colheita farta. Um tempo de concórdia, construído por inúmeras mãos entrelaçadas, sob a égide da liberdade, da ética, da justiça e da fraternidade. A suave Helena Kolody já apregoava: "Todo o bem que eu puder fazer.../ Toda a ternura que eu puder mostrar a qualquer ser humano.../ que eu faça agora. Que eu não adie nem esqueça / Porque.../ não passarei duas vezes pelo mesmo caminho". Transcrito da Gazeta do Povo, 21/12/ 2004 |
|