Casa de Estudos e Retiros Padre Reuter Instituto Ciência e Fé Paslestras e Conferências Contato LInks


 

 


Aroldo Murá G. Haygert
jornalista

C o m u n i c a ç ã o
d e  C i ê n c i a  e  F é


O   n   l   i   n    e
SETEMBRO DE 2005

IMAGO
MÁRIO MARANHÃO
pregador globetrotter de uma vida com saúde

Por Aroldo Murá G. Haygert

Quando Kenneth Cooper e Dean Ornish comandaram a grande marcha de 31mil pessoas na avenida Atlântica, Copacabana, em 1998, abrindo o Congresso Mundial de Cardiologia que aglutinaria no Rio Centro 15 mil cardiologistas de todo o mundo, consumavam-se duas novas realidades na biografia do artífice do evento gigantesco: Mário Fernando de Camargo Maranhão consolidava uma liderança inconteste entre os cardiologistas do mundo todo e passaria a encarar e transmitir seus conhecimentos médicos sob novo enfoque, o da prevenção das doenças. Especialmente as de origem cardíaca.

Os dois americanos, nomes que dispensam introduções, e de quem se tornou amigo, viram a partir dali o cardiologista paranaense engajar-se na medicina preventiva. Aquela que fez Cooper e Ornish liderarem uma guinada do Ocidente no debate das causas das doenças, apresentando sugestões e métodos objetivos que retiram do médico o único papel de curador. E que incentivam o paciente a gerenciar sua própria saúde, partindo da mudança de hábitos alimentares, nova relação com o meio ambiente, mudança de atitude em face da vida e suas adversidades, prática de exercícios físicos prazerosos...


Maranhão e o jornalista Emílio Zola Florenzano, em 1961, entrevistando
os cardiologistas Gastão Pereira da Cunha e Arnaldo Moura, na TV Paraná

Nisto tudo, incluindo-se acentuada preocupação com stress oxidativo, conseqüência dos radicais livres, uma das ênfases de Maranhão em suas prédicas e no exercício da clínica cardiológica.

A metamorfose ampliou-lhe a credibilidade, de tal forma que Mário Maranhão tem hoje a agenda tomada, por exemplo, para boa parte de 2006, quando fará conferências, a convite, no Japão, China, Índia (que tem visitado com certa freqüência) e centros médicos de peso, na Argentina e México. Neste ano, o ex-presidente da Federação Mundial de Cardiologia (2001 a 2002) — e da qual é conselheiro de Cardiologia Clínica, depois de ter presidido o Conselho Administrativo da entidade por dois anos — foi conferencista freqüente em países do Sudeste Asiático e América Latina. A Federação reúne 108 sociedades de cardiologia mundo afora, distribuídas em 100 países, e tem sede em Genebra, Suíça.


Em Paranaguá, 1957, cobrindo para a Rádio Marumby
o Campeonato Estadual de Basquetebol Masculino, ao lado
de Willy Gonser

Pregador da prevenção como o melhor dos remédios, Maranhão admite que 53% das doenças têm raízes no estilo de vida do homem/mulher; 20% resultam do ambiente em que o ser humano vive; 17% podem ser atribuídas aos fatores genéticos; e só 10% delas requerem verdadeiramente a intervenção da Medicina.

Este catequista de uma nova maneira de encarar as doenças — e as cardíacas de modo particular — deixou até um pouco de lado os temas antes constantes de suas conferências (as arritmias cardíacas e os infartos do miocárdio, por exemplo). Saudável, praticante de esportes, vegetariano que raramente cai em “tentações da carne”, Maranhão, aos 67 anos, é resultado de quatro escolas insuperáveis: a redação de jornal, a universidade, o consultório médico, e o de ser um globetrotter, o caminhante mundo afora em busca de conhecimentos e contatos. “A liderança que ele conquistou em âmbito mundial foi conseqüência desses ambientes formadores...”, diz um antigo jornalista, companheiro de Mário Maranhão na redação do extinto Diário do Paraná (líder absoluto de leitura e no acatamento dos paranaenses dos anos 1950 e 1960).

E completa a observação: “Não esquecer que ele vem de uma linhagem de brasileiros muito especiais, os Albuquerque Maranhão, cuja genealogia começa no Brasil Colônia, com Jerônimo Albuquerque. Este desbravador do Nordeste, conhecido como o Adão pernambucano, tal a enorme descendência deixada, depois, por ser donatário de capitania, teve o real direito de acrescentar Maranhão ao nome.


Baile de Miss Brasil, Clube Curitibano, 1960. Na mesa, com
Denísio Belotti, Constantino Viaro e Jamil Snege

E nesta linhagem são fundamentais os pais de Mário, o militar Mário Maranhão, e dona Havani Loiola de Camargo Maranhão. Ela foi educadora normalista, mestra de notáveis paranaenses (descende dos Camargo, vindos de São Paulo) tendo tido como alunos no Grupo Escolar Rio Branco, dentre outros, os irmãos Lincoln, João Cândido e Francisco Cunha Pereira.

Jânio terminal

Em 1955, fez rádio esportivo, na equipe de João Feder e Rocha Braga, na Rádio Guayracá, a voz nativa da terra dos pinheirais. Era plantão esportivo.


Maranhão com a mecenas madame Hélène Garfunkel e o médico José Faria
Ratton, na Associação Médica do Paraná, em 1970

Passou também pela Tribuna do Paraná, no esporte amador, mas foi pelas mãos de Vinicius Coelho, hoje legenda do jornalismo esportivo no Paraná, que em 1955 ingressou no então jornal mais importante e de maior acústica da imprensa do Estado, o Diário do Paraná, parte da cadeia Associada, do antológico Assis Chateaubriand. Cobria esportes, mas chegou até a coordenar o Concurso Miss Paraná — tarefa em que trabalhou em 1959 ao lado de Adherbal Fortes Sá Junior e Luiz Geraldo Mazza. Em 1960, foi ao Rio reportar o Concurso Miss Brasil, que elegeria Gina McPherson, acompanhado de Felipe Engler e Ronald S. Stresser.

A vida de jornalista profissional durou até formar-se médico em 1961. No jornal Diário do Paraná conviveu e partilhou conhecimentos com alguns pilares de um moderno jornalismo iniciado em 1956 (primeiro jornal diagramado do Paraná, trabalho do solidamente inventivo e diferenciado homem de espírito, o argentino Benjamin Steiner): Emílio Zola Florenzano, Ayrton Luiz Baptista, Carlos Danilo Costa Côrtes, Adherbal Fortes Sá Junior, Luiz Geraldo Mazza, Walmor Coelho, Nuevo Baby, Clóvis Stadler de Souza, Mário de Carvalho, Roberto Novaes, Dino Almeida, Léo de Almeida Neves, José Kalbrenner, René Dotti (crítico de teatro), Eduardo Rocha Virmond (crítico de música clássica), Sílvio Back, Eudes Brandão.


“Fellow” do American College of Cardiology.
Em New Orleans, 1990

E também Clóvis Stadler de Souza, Léo Krieger, Aroldo Murá Haygert, Tarás Schner, Oscar Milton Volpini (um filósofo fazendo página policial), Antônio Brunetti (pioneiro local do jornalismo econômico, ninguém dominava o mundo da cafeicultura quanto ele), Luiz Armando, o Babá, Carlos Augusto Cavalcanti de Albuquerque, Luiz Fernando Magalhães. O jornal em anos diversos abrigaria Carneiro Neto, Rafael de Lala Sobrinho, Airton Ravaglio Cordeiro, Jorge Edil Boamorte, Walcimar José de Souza, Divonei Machado de Campos, Bernardo Bittencourt, Marian Guimarães, Antônio Ferreira (fotógrafo) Creso Moraes, Almir Feijó Jr., João José Werzbitski, Eddy Franciosi, Waldyr Silva (fotógrafo) Carlos Motta; Paulo Roberto Marins de Souza, e Mauro Ticcianelli (os dois, Prêmio Esso); Sérgio Almeida, Micislau Sureck, Arno Voigt, Berenice Arruda, Rosy de Sá Cardoso, Eloá Lohr, Julio Rafael Ortiz, Paulo Lepca, José Loyola de Lima, Jorge Narozniak, Mário “Louco” (fotógrafo, Prêmio Esso), Cláudio Manoel da Costa, José Crippa, Sidney Davidson dos Santos, Arnoldo Anater, Cícero Cattani, Eurico Schwinden, Milton Ivan Heller...

Do jornalismo contabiliza alguns momentos de especial feeling: depois de ter, com outros colegas, tentado em vão entrevistar o presidente Jânio Quadros, em 22 de agosto de 1961, em Ponta Grossa — onde JQ fora inaugurar a chamada Universidade Volante — conseguiria uma declaração exclusiva do controvertido presidente, horas depois, em Curitiba. JQ estava reinaugurando (a inauguração fora feita por Kubitscheck em 1956) o Hospital de Clínicas da UFPR. Segurança máxima blindava o presidente (que em Ponta Grossa chegara embriagado, razão para a segurança presidencial ter decretado agressões aos jornalistas que se aproximassem de Jânio). Mas no HC o esquema foi furado por Maranhão: ele entrou no elevador presidencial, ao lado de Ney Braga, estetoscópio bem visível, trajando avental de médico a esconder o repórter arguto. De JQ retirou curtas mas importantes declarações sobre o ensino. Um furo. Foi a última entrevista de JQ como presidente. Dois dias depois, Jânio renunciaria à Presidência.

Com Juscelino: excedentes

Mário Maranhão explica a entrada de sua turma na Universidade Federal do Paraná — 61 aprovados mas para os quais não havia vagas suficientes na Faculdade de Medicina. Era 1956.

A vinda de Juscelino ao Paraná, para a solenidade do HC, consumou um bem montado trabalho em favor dos chamados excedentes. O próprio Juscelino, o mais hábil político que o Brasil já teve, fez apelo ao reitor Suplicy, no castelo de Moyses Lupion, em favor dos calouros. Um pedido seu é uma ordem, respondeu-lhe o reitor, criando, em seguida, a turma dos excedentes. Dali em diante, os excedentes teriam caminhos separados da chamada turma normal. Até formatura à parte. A entrada deles na UFPR gerou greve de protestos, que consumiu o primeiro semestre de 56.

A turma de excedentes revelou profissionais médicos de reconhecida importância no Paraná. Dentre os colegas de Maranhão, estavam Ehrenfried Wittg, Luiz Fernando Grokowski, Laerte Justino de Oliveira, José Faria Raton, Duílton de Paola.

Dali em diante a carreira de Maranhão é difícil de resumir: foi acadêmico interno no Hospital Nossa Se nhora das Graças, orientado pelos melhores conhecimentos de clínica médica que o Paraná já revelou, gente como Lisandro Santos Lima, Amílcar Gigante, Wadyr Rupolo; selecionado como acadêmico, foi plantonista no HC, ao lado de Luiz Fernando Braga, Olival Leitão, Léo Choma, Wittgs, Regines Prochmann. A CAPES deu a Maranhão a oportunidade decisiva para a montagem da carreira de quem se faria um dos cardiologistas mais bem-sucedidos do País: por dois anos fez especialização no Hospital de Clínicas da USP, sendo discípulo de duas legendas da Cardiologia — Luiz Decourt e Euryclides de Jesus Zerbini (o pai dos transplantes cardíacos no Brasil). Depois vieram cursos de especialização em Cardiologia em centros internacionais: bolsista patrocinado pela CIES do Governo francês em 1968, acompanhando avanços na área médica e o desenvolvimento da segunda Revolução Francesa”, aquela que representou um marco no Ocidente do século 20, trazendo mudanças de hábitos e derrubando barreiras culturais e sociais.

Em Paris foi aluno do monumental professor Lenègre, no Hôpital Boucicaut; em 1969, aceita convite para estágio em Cardiologia no Hahnemann Medical College and Hospital, em Filadélfia, onde passaria um ano; em 1974, nova especialização em Cardiologia no requisitadíssimo centro formador de especialistas, o Cedar Sinai Medical Center, em Beverly Hills, Califórnia, onde obtém o título de “Fellow”. Lá, entre mestres que enriquecem qualquer curriculum, foi orientado pelo professor Elliot Corday (cardiologista de celebridades como Nixon e Johnson). Nos Estados Unidos foi também bolsista da Organização Panamericana de Saúde, em Washington.


Cumprimentado pelo Rei da Espanha, Juan Carlos de Bourbon,
durante o Congresso Europeu de Cardiologia. Em Barcelona, 1992

Da província

É certo que a liderança e a importância que Mário Fernando de Camargo Maranhão assumiu na Cardiologia mundial não decorreram de geração espontânea. Além das raízes, importantes na montagem de uma liderança de seu porte, houve preparo médico privilegiado. Como o de ter absorvido conhecimentos continuados de fontes diferenciadamente valiosas da cardiologia, como os professores Gastão Pereira da Cunha e Arnaldo Moura (de cuja equipe médica fez parte), dentre outros paranaenses.

A Curitiba do ano de sua formatura ainda era uma “aldeia”, uma cidade a pedir um novo plano diretor, sem ligação entre bairros por um sistema viário racional, e a atmosfera cultural raquítica, sofrendo todas as limitações, as locais e as do Brasil daqueles dias. Havia a acrescentar a tudo isso a tão decantada timidez curitibana.

Nos primeiros passos para a construção de uma história (o que é muito mais do que currículo) Maranhão iniciou carreira de professor universitário na UFPR, na qual passou 30 anos, a partir de 1963; e na respeitadíssima Faculdade Evangélica de Medicina a partir de 1970, por igual tempo (neste 2005, o curso de Medicina teve os melhores escores dentre as particulares da área, no Paraná, graças ao trabalho de gente como Arnaldo Miró Rebello). Da Evangélica retirou-se em 2000, ganhando o título de Professor Emérito. O caminhar de Maranhão exigiu como primeiras providências o superar barreiras do monoglotismo: foi estudar francês na Aliança — tendo as bênçãos da mecenas madame Hélène Garfunkel; no Inter, sob a orientação de Layla Cury, ampliou o inglês dos norteamericanos.

Eram passos essenciais de um projeto de ação profissional e liderança mundial que não conheceria fronteiras. Nem as do chamado Primeiro Mundo, pelo contrário.

A ascensão e a credibilidade de Maranhão no mundo da Cardiologia levaram-no a presidir a Soc. Paranaense de Cardiologia, da qual foi fundador ao lado de Sanito Rocha, Hélio Germiniani e Paulo Franco de Oliveira; em 1981, preside em Curitiba o Congresso Brasileiro de Cardiologia; presidente da Sociedade Brasileira de Cardiologia de 1982 a 83; organiza o Congresso Interamericano de Cardiologia, no Rio e passa a presidir de 1989 a 1993 a Sociedade Interamericana de Cardiologia, tornando-se representante dessa sociedade na Federação de Cardiologia, em Genebra.


Como Presidente do Congresso Mundial de Cardiologia, em
1998, no Rio, Maranhão com Martha Hill, presidente da Associação
Americana de Cardiologia, Dean Ornish e Carmen Maranhão

Excesso de escolas Tem olhos voltados para os pacientes do dia-a-dia, que atende na Clínica Constantini e no consultório. Mas se preocupa também com os serviços comunitários: voltará a atuar no Rotary Clube Curitiba-Batel, que ajudou a fundar e do qual foi presidente, responsável por campanhas que lhe deram o ambicionado premio Três H, do Rotary Internacional.
Tem particular precupação com o ensino. Reclama do excesso de escolas médicas no País, um boom que, opina, teria se observado a partir da reforma chamada Sucupira, do ensino superior; excessos gerados por apoios políticos como os da ex-primeira dama (1968) dona Iolanda da Costa e Silva. Para Maranhão, a qualidade dos médicos, tornando-se claudicante a partir daí, decorre de escolas sem instalações, equipamentos, e sobretudo, falta de mestres adequadamente preparados para enfrentar o ensino das Ciências Médicas.

Há ainda no boom citado outra responsabilidade: a ânsia com que o País se voltou a formar, a qualquer preço, médicos para a previdência social, aponta Mário Maranhão. Nova realidade que nada tem a ver com o tempo de sua formação médica, sob o zelo sapiencial de gente como Lisandro, com prática médica exercida amplamente nos hospitais, aliando teoria à prática (orientada, naturalmente) necessária.

No tom de voz, a análise não traz condenação às novas gerações de colegas. Para ele, a maioria dos jovens médicos é fruto de uma formação deficitária, e em seguida sendo eles colocados num mercado de trabalho que exige de três a quatro empregos do profissional.
Mas nada desculpa as subespecializações, método de diagnósticos em um segmento do corpo.
Subproduto dessas deficiências todas é o médico que não escuta mais o paciente, não procura sinais de doenças, atende com rapidez, como quem quer se livrar de um fardo. Acrescente-se a esse quadro nada alentador a exigência de baterias de exames, de testes. Prevalece — opina — uma Medicina marcada por procedimentos mecânicos, “de alta complexidade e alto custo”. Desumanizada.

No Estados Unidos, há estatísticas confiáveis: nos primeiros 23 segundos de uma consulta, quando o paciente começa a expor seus problemas, é cortado pelo médico, que “vira a página”.

Falhas de sua geração de médico: Maranhão faz um mea culpa: no seu tempo de universitário, o médico era preparado para ser um curador. Não se falava em prevenção.

A prevenção que ele prega, e que é prioridade da Federação Mundial de Cardiologia — guinada que ele ajudou a entronizar na instituição — inclui uma visão holística da Medicina. Corpo e Mente devem ser olhados em qualquer processo preventivo e curativo. E para tanto, recorrer a multiprofissionais, como ele faz há 30 anos, é alternativa inteligente e prudente. O psicólogo, o nutricionista, o fonoaudiólogo, o fisioterapeuta, o acupunturista, o professor de educação física...
Uma Medicina Holística, advoga Maranhão, em lugar da Medicina cartesiana, pode combater e evitar que se alastrem males campeões mundiais de óbitos — como as doenças cardíacas e a hipertensão. São responsáveis por 1/3 das estatísticas nosológicas anuais no mundo. E, ao contrário do que se pensava até há pouco, males cardíacos não são privilégios de economias abastadas. Atingem largamente populações de países periféricos, não respeitam raças, sexo, posições sociais.

Sem apegos ao passado, além daqueles essenciais, o conselheiro de Clínica Cardiológica da Federação Mundial de Cardiologia é um entusiasta da Genética e do papel que começa a exercer a terapia genética. Na prevenção e controle das doenças que prega dá papel fundamental ao exame da carga genética dos pacientes. Mas é preciso mais: “combate e guerra ao lixo alimentar, ao tabaco, ao sedentarismo, e um olhar aprofundado sobre o estilo de vida do paciente”, adverte Mário Maranhão.

E na medida em que vai analisando, com toda autoridade, o emaranhado de contradições da ciência de Hipócrates, os decibéis e os gestos moderados são os de alguém que vive recomendações como aquela bem visível em seu consultório médico, num amplo quadro:

As suas contrariedades não alteram a natureza das coisas

Mas pregar é preciso, parece completar a recomendação-mantra.

Transcrita da Revista Idéias edição 26, setembro de 2005

< voltar

 

 

 

 

 

 

 

Página Inicial