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Dr. Edmilson Mário Fabbri é clínico médico, cirurgião do estômago e diretor da Stressclin, clínica de prevenção e tratamento do stress.


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Bem-estar
Buscando o equilíbrio para evitar o stress

Dr. Edmilson Mário Fabbri


Nossos avós tinham stress? Claro que sim! E nossos bisavós, tataravós, todos enfim. Então, por que hoje o stress é tão falado? Porque mudou sua intensidade e freqüência. Mudou nosso estilo de vida. Ocorreu uma "macdonaltização" dos costumes, com isso o stress, hoje, é mais freqüente e mais intenso. Este é o preço que pagamos pelo mundo moderno, pelo "conforto" que o progresso nos trouxe. Computador, internet, globalização, trânsito, competitividade e mercado financeiro.


Mas, afinal, o que é esse tal de stress? Tecnicamente falando, é a mobilização geral do organismo, preparando-se para a emergência. É a reação do lutar ou fugir, que Cannon, médico inglês, cunhou. Diante das situações de perigo, nos preparamos para lutar ou para fugir:

- Aceleração do coração – bombeamento mais rápido do sangue;
- Extremidades frias, palidez – o sangue se dirige aos órgãos nobres: coração, cérebro e rins;
- Respiração ofegante – melhor oxigenação, etc.
Podemos considerar ainda duas formas de stress, o bom e o mau stress:
- Bom stress: é aquela estimulação favorável, para o trabalho, esporte, enfim, tudo que fazemos com moderação.
- Mau stress: seria um desarranjo dos ritmos da vida: mental, físico e emocional.


O grande segredo para o equilíbrio do nosso organismo é o respeito aos nossos ritmos. O problema é que o sistema exige que vivamos em ritmos que muitas vezes são incompatíveis com o nosso biorritmo e é aí que começam os problemas.


Na nossa correria do dia-a-dia, nos estressamos com tudo, estamos sempre correndo, atrasados, enfrentando um trânsito maluco, excesso de buzinas, de carros, radares, lombadas – só aí já é de ficar louco.


Chegando ao trabalho, nesse ponto varia a ótica que cada um tem do trabalho. Se o tem como uma obrigação insuportável ou se o executa com prazer apesar das dificuldades. A competitividade dentro das empresas pela manutenção do emprego não é nem por promoção, é por manutenção mesmo. Para cada vaga existe uma infinidade de pretendentes.


Sim, mas qual a solução? Temos que quebrar este ritmo louco da vida, temos que parar com essa falta de tempo para nós mesmos. Para isto o grande trabalho a ser executado é a mudança de atitude... Pensamento positivo, determinação na solução dos problemas. Todos os problemas são inicialmente mentais, depois emocionais, e por último físicos. Nosso corpo é um terminal de computador. Os problemas ocorrem como uma programação. O nosso pensamento interage com nosso corpo. Se dissermos "estou cansado", nos sentimos mais cansados. Temos que nos motivar na hora do cansaço, assim o corpo se recicla, se regenera.


Hoje, como médico, percebo claramente que a cura das pessoas não está em apenas receitar este ou aquele remédio, ou mostrar a solução dos problemas. Está muito mais em estimular a se ajudar, a compreender seus problemas e trabalhar na solução.
A depressão e a ansiedade têm sido consideradas os grandes problemas atuais.


Dificuldades financeiras, problemas familiares, falta de perspectiva em relação ao futuro, enfim, a cada dia temos mais dificuldades para lidarmos com essas situações e ficamos reféns de nós mesmos, com nossos medos e inseguranças.


Valorizar mais o ser humano e menos o remédio é o desafio do médico.
Algumas dicas para uma vida menos estressante:

- Torne seu astral mais elevado, não se abale facilmente;
- Deixe sua casa mais alegre, seu ambiente de trabalho mais leve, mais iluminado, ventilado, cores claras;
- Evite alimentos que estressem o organismo: frituras em excesso, açúcares, etc;
- Beba muito líquido durante o dia;
- Evite excesso de álcool e tabaco;
- Pratique esportes regularmente (são sempre uma válvula de escape). Caminhadas trazem um relaxamento. Um organismo bem condicionado fisicamente e relaxado não acumula tensões;
- Melhore sua autoconfiança, tenha mais fé, seja mais afetivo e mantenha uma imagem positiva de si mesmo;
- E, por último, visite seu médico regularmente, ele pode analisar com precisão a que nível anda o seu stress e qual é o melhor remédio para você.


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