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Dom Pedro Fedalto
é acerbispo de Curitiba.


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Artigo
Meu jubileu áureo de ordenação sacerdotal

Dom Pedro Fedalto, arcebispo de Curitiba, homenageia a família, a catequese e a escola

Dom Pedro Fedalto


No dia 06 de dezembro, vou completar meu jubileu áureo de ordenação sacerdotal.


Meu primeiro pensamento com um gesto concreto é um hino de ação de graças a Deus, que me deu a vida e a vocação sacerdotal. A vocação sacerdotal é sempre um dom de Deus, pois é Ele que chama quem quer, como quer para uma missão.


A vocação é um chamado gratuito de Deus. Mas quero destacar a influência da família, da catequese e da escola.


A família - Deus deu-me uma família de migrantes italianos, vinda para o Brasil, sendo fixada pelo Governo do Paraná na Colônia Antônio Rebouças, em Campo Largo, a 11 de setembro de 1878. Meu trisavô Jacinto Fedalto morreu, no mesmo ano, a 12 de dezembro, sendo sepultado em Campo Largo.


Meu bisavô José (Giuseppe) Fedalto, o patriarca da família Fedalto, no Brasil, faleceu, a 08 de outubro de 1900. O jornal católico da Diocese de Curitiba, "A Estrella", a 14 de outubro seguinte, nº 132, Ano III, cita este nome, escrevendo: "Foi o Sr. José Fedalto (Giuseppe) um homem digno de ser proposto para modelo dos pais de família pela maneira de educar sua numerosa prole, zelo admirável em cumprir seus deveres, dedicação por tudo o que se refere ao culto divino, tendo sido desde o princípio da comissão da capela de Antônio Rebouças".


Assim foi também meu avô Pedro (Piero), meu pai Jacob (Giácomo), sendo eleitos muitas vezes membros da Comissão da Capela de Antônio Rebouças, como o provam os livros de Transcrições da Cúria Metropolitana.


Meu pai foi também Congregado Mariano e minha mãe crismada pelo Bem-Aventurado Giovanni Battista Scalabrini, em Santa Felicidade, era do Apostolado da Oração.


Minha família era bem unida, honesta, trabalhadora, piedosa, rezando o Terço todas as noites.


A família tem grande influência na vocação sacerdotal e religiosa. Da família Fedalto são cinco os vocacionados, inclusive Frei Aroldo Kohler, franciscano, e da família de minha avó materna Lovato, de Colombo, são 14, entre os quais Frei João Daniel Lovato, capuchinho, provincial e Padre Fernando Costa, passionista, missionário em Moçambique, África, e numerosas religiosas, sendo duas passionistas, irmãs de Frei Lovato, hoje missionárias na Austrália e Peru.
A catequese - Quero lembrar três catequistas: Antônio Bonatto Netto, Professor Luiz Lorenzi e Dona Paulina Marochi Mayer.
Do primeiro catequista Antônio Bonatto Netto, recebi uma carta, a 07 de novembro de 1950, do Sanatório do Portão, para tuberculosos, hoje Hospital do Trabalhador. Escrevia–me: "Encontro-me no Sanatório pela 4ª vez. Não falto às santas missas diárias. Muitas delas assisto pelas vocações sacerdotais. Ao receber sua carta, a primeira missa com a comunhão é pela sua vocação a sacerdote. Nas minhas tribulações, que seja feita a vontade de Deus, porque para Ele nada é impossível. Rezarei muito para que em breve seja sacerdote para salvar muitas almas, porque o mundo está sempre para pior, com pecados sobre pecados, como vejo onde estou. Que alegria para o compadre Jacob e a comadre Corona a ordenação sacerdotal de seu filho".


Restabeleceu-se, participou da minha primeira missa, tendo eu celebrado a missa de seu jubileu de ouro de casamento, a 21 de maio de 1983. Faleceu a 23 de março de 1986, Domingo de Ramos. Presidi a missa de corpo presente, no dia seguinte, com cinco concelebrantes. A lembrança da missa de 7º dia dizia: "A doçura que se expandia de seus lábios fê-lo estimado de todos os que se cercavam dele".


A lição de um catequista pode despertar muitas vocações sacerdotais e religiosas.


A catequista de minha perseverança foi Dona Paulina Marochi Mayer, irmã de Dom Agostinho Marochi, grande colaboradora das vocações sacerdotais diocesanas, tendo completado 80 anos, no dia 28 passado, havendo missa de ação de graças pedida pelos filhos Irmã Judite, de Sion, Luzia e José e demais familiares, celebrada pelo Padre Celso Antônio Marchiori, reitor do Seminário Arquidiocesano São José, na matriz de Santo Antônio – Boa Vista.


O catequista exerce também ele muita influência na vocação sacerdotal e religiosa.


A escola – Tive boas escolas. A primeira professora em 1934 foi Dona Lourdes Gonçalves. Em seguida foi substituída providencialmente pelo Professor Luiz Lorenzi a partir de 1936.


Foi também meu segundo catequista, a partir de agosto de 1936, quando chegou à Colônia Antônio Rebouças, preparando-me na última fase para a 1ª Eucaristia, em 10 de janeiro de 1937.


Era um professor sério, competente, exigente. Tendo sido professor em outros lugares: Colombo, Colônia Faria e Umbará, teve sete alunos vocacionados: Dom Antônio Agostinho Marochi, Bispo Emérito de Presidente Prudente, São Paulo, natural da Colônia Antônio Rebouças, Padre Antônio de Souza em Roça Grande - Colombo, Monsenhor Camilo Ferrarrini em Colônia Faria, ambos de saudosa memória, Frei Eugênio Nichele, capuchinho, em Umbará, Irmãos Firmino e Armando Bonatto, Maristas, de Antônio Rebouças, também de saudosa memória.


Este professor escreveu-me 15 cartas, quando era seminarista maior em São Paulo, estimulando-me a perseverar, garantindo-me suas preces.


Quando foi celebrado o centenário de seu nascimento na Colônia Antônio Rebouças, a 28 de agosto de 1983, estiveram presentes seus sete alunos consagrados a Deus, dando seu testemunho a respeito do professor Luiz Lorenzi, dizendo cada um que ele influiu na sua vocação.


O professor também desperta vocações sacerdotais e religiosas com seu testemunho de vida.


Neste meu jubileu áureo de ordenação sacerdotal, quis dar um destaque especial à família, catequese e escola.


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