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ANO 6 - ED 73 - SETEMBRO DE 2005


Nutricionista paranaense recebeu
oscar da saúde

Por Antônio Carlos Coelho


Sandra Justino da Silva

Uma pesquisa sobre o metabolismo de pacientes que sofreram redução intestinal rendeu a nutricionista Sandra Justino da Silva, professora do curso de Nutrição e coordenadora do curso de pós-graduação em Nutrição Clínica da Faculdade Evangélica do Paraná, o prêmio internacional que é considerado pelos pesquisadores o "Oscar" pelo impacto que causa no ambiente da pesquisa de saúde.

O artigo científico da professora, publicado na Revista Nutrition, em 2004, com o longo título "Fasting breath hydrogen concentration in short bowel syndrome patients com incontinuity before and after antibiotic therapy", chamou a atenção da comunidade científica internacional pela sua relevância. Concorrendo com outros 200 trabalhos, sua pesquisa mereceu o Prêmio John M. Kinney, na categoria Nutrição e Metabolismo. A entrega do prêmio se deu no dia 26 de agosto passado no Hotel Hilton em Bruxelas".

Professora Sandra da Silva, paranaense de Londrina, graduada em 84, fez parte da primeira turma do curso de Nutrição da UFPR. É especialista em Nutrição Clínica, Nutrição Parenteral e Enteral, e também, doutora em Ciências pela Escola Paulista de Medicina. Sua pesquisa foi desenvolvida no Ambulatório do Hospital das Clínicas de São Paulo junto a pacientes que sofreram perda de parte do intestino devido alguma doença ou por acidentes com armas ou máquinas.

A redução do intestino, segundo a professora, traz um desconforto muito grande a esses pacientes, fazendo com que manifestem elevada fermentação intestinal, distenção abdominal, cólicas e flatulências. A professora excluiu da sua pesquisa pacientes que apresentavam deficiência no metabolismo intestinal causada pela doença original, concentrando-se apenas naqueles que apresentavam o distúrbio metabólico após a perda de parte do órgão, pois, queria a certeza de que a alteração metabólica era proveniente da diminuição do órgão e não causada por doenças anteriores.

O método do tratamento apresentado na pesquisa de Sandra da Silva consiste, basicamente, em dosar a medida de hidrogênio proveniente da fermentação intestinal, uma vez que os pacientes que apresentam distúrbios metabólicos sofrem uma alteração na quantidade de hidrogênio. Segundo a professora, esta forma de tratamento já está em aplicação no ambulatório de síndrome de intestino curto no Hospital de Clínica de São Paulo.

A pesquisa chama a atenção para a necessidade de se investigar a fermentação intestinal desses pacientes quando se tem como objetivo estudar o metabolismo energético daqueles que, por perda de parte do intestino, não respondem com normalidade ao processo metabólico. Importante é destacar que até então, apesar da freqüência de casos, nada havia sido estudado sobre o assunto.

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