![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
| |
|
|
|
|
|
![]() Antonio Carlos Coelho é professor de Ecumenismo e Judaísmo do Studium Theologicum e diretor do Instituto Ciência e Fé. Estudou em Israel arqueologia bíblica e tradição judaica. Tem artigos publicados em diversos jornais e revistas. Lançou "Encontros Marcados com Deus - Expressão da unidade do povo de Deus" pela Paulinas, em abril de 1990. |
Judaísmo
e Pós Modernidade
A pós modernidade atesta a falência dos valores modernos: a crença na superioridade da razão sobre a emoção, da superioridade da máquina sobre o homem, o sentido de propriedade, o desejo de liberdade manifestado pela revolução democrática... tudo isso demonstrou sua fragilidade e sua farsa. O mundo não se tornou tão bom e feliz como se acreditava. As duas grandes guerras e a Shoá confirmaram definitivamente o fracasso dos ideais modernos. A qualidade de vida não correspondeu ao nível de evolução científica e tecnológica; os modelos políticos não trouxeram a prosperidade, a liberdade, a igualdade e a fraternidade apregoadas; os ideais de raça, de superioridade cultural e religiosa manifestaram-se com mais força do que nunca. O mundo dividiu-se entre ricos e miseráveis, acentuando a dependência e submissão. Todo o progresso científico e tecnológico não foi capaz de suprimir a miséria e as doenças. O mundo foi dividido em níveis: primeiro mundo... terceiro mundo... No campo da ética, venceu o individualismo. Valorizou-se mais o que se pode ganhar do que se pode fazer para melhorar a vida de todos. Tal individualismo produziu uma solidão pavorosa no homem, levando-a a consumir cada vez mais, como uma forma de compensação das necessidades afetivas. A religião, que, por muito tempo explicou aquilo que pertencia ao âmbito da natureza, na modernidade perdeu sua capacidade diante do conhecimento científico. Depois que o homem inventou o pára-raios, as palmas bentas, que os católicos queimavam (alguns ainda queimam) para espantar trovoadas, perderam o seu poder. Se as religiões apresentaram aos seus fiéis o modelo ético ideal, os homens não se sentiram muito convencidos disso: foi no mundo ocidental - cristão que aconteceram as duas grandes guerras, as perseguições, a intolerância religiosa e racial, a Shoá.
A pós modernidade vem exatamente fazer a crítica da modernidade. Ela apresenta-se como a constatação do seu evidente fracasso. Contesta seus valores, e surge, no final do século, como um ajuste de contas com aquilo que significou o moderno. Talvez, embutido nesse movimento tão complexo, esteja a proposta para uma nova ética mundial. Todavia, muitas das suas características são preocupantes e não nos parecem tão positivas. Os primeiros indícios deste novo tempo surgiram na França em 68, quando houve uma mudança na escala de valores. Foi também em 73 que o mundo experimentou as incertezas do progresso: a crise do petróleo. Assim, a tecnologia voltou seus esforços para superar os seus adversários. As comunicações passaram a desempenhar um papel importante de integração dos povos e das culturas, ao mesmo tempo, encarregou-se de comercializar tudo ( música, esportes...). Com a pós modernidade a esperança no progresso entrou em crise. A política perdeu a ideologia, e mais do que nunca passou a ser "a arte do possível". A crença de que com o conhecimento das lei da natureza tudo poderia ser realizado terminou na beira do precipício: a natureza foi destruída, tomou-se consciência dos perigos do seu aproveitamento desmedido. Pobres e ricos estão expostos aos mesmos males da contaminação atômica ou pela destruição da camada de ozônio. O homem de hoje abandonou o pensamento racional. Quem manda é o sentimento. Ao mesmo tempo, ao se renegar a razão, o pensamento perde o seu fundamento. Terminam as certezas. Alcança-se a verdade sim, mas somente num contexto muito parcial e localizado. A razão só serve como instrumento da tecnocracia, para produção e consumo. Em outras palavras, o que é valorizado é a experiência. Ela venceu, neste final de século, os discursos da racionalidade. O pensamento pós moderno pôs de lado os grandes relatos históricos. Todas as explicações que pretendem dar uma visão integrada e coerente dos diferentes aspectos da realidade são rejeitadas: nada de respostas últimas portadoras de sentido, nada de grandes projetos, nada de ideologias, pois todas fracassaram. O que vale são as "pequena histórias". Não existe mais a "grande história" que oferecia um horizonte onde era possível situar os grandes acontecimentos que ofereciam coerência e que, bem ou mal, permitiam a antevisão do futuro. Entramos num novo modo de sentir e experimentar a vida, sem memória, sem continuidade histórica, sem futuro. A predileção pós moderna é pelo efêmero, pelo fragmentário, pelo descontínuo e caótico. Também o homem deixou de ser protagonista dos acontecimentos históricos. Estes tornaram-se, na visão pós moderna, independentes do ser humano. Assim, o sujeito torna-se fragmentado e descentrado no seu ser íntimo, incapaz de unificar suas experiências e projetar-se no tempo. Já não existem critérios morais válidos, com valor em si mesmos, de âmbito universal. Nada de valores absolutos. É ainda possível sim, haver acordo sobre algumas coisa, mas estes não passam de fracos consensos sociais, sem compromisso definitivo nem universais: existem sim, compromissos transitórios e locais. A ética foi substituída pela estética: vale o belo. As opções passaram a ser privadas, orientadas pela vontade, sem coação, sem coerência. "Se ontem era a meditação transcendental e a ioga, hoje é o álcool e a droga, amanhã a aeróbica e a reencarnação...". Tudo é valido, tudo é experiência... viver é experimentar sensações...quanto mais fortes, melhor. Nada de sentimentos de culpa, nada de bem e nada de mal, nada de valores... assim é na pós modernidade. O modelo de vida pós moderno é aquele apresentado pelas novelas, pelos comerciais de tevê ( do Free, é um belo exemplo): busca-se um " estilo e vida", busca-se pequenos instantes de prazer, vive-se no vazio. A pós modernidade pôs em crise a pertença às realidades que transcendem a própria esfera pessoal. Deu origem ao jovem light, superficial, imediatista, cheio de coisas, mas vazio de ideais, incapaz e assumir compromissos, que não atinge a realidade, saturado de perguntas, de informações justapostas...mas incapaz de chegar à unidade. No âmbito religioso, proliferam os movimentos ligados ao esoterismo, às " filosofias", que nada exigem do homem. Por outro lado, as grandes religiões perdem adeptos. Ela, por oferecerem sentido único e totalizante, se situam no horizonte dos "grandes relatos" negados pelo pensamento pós moderno. Combina mais para o atual momento as religiões descompromissadas, sem ética, que apresentam um deus manipulável que se confunde com "forças e energias cósmicas" - que vibram e giram no vazio da pós modernidade. Curiosamente, ao lado dos movimentos esotéricos, ocorre a busca aos movimentos mais ortodoxos e fechados das religiões tradicionais. O que, ao contrário de significar o desejo de uma vida religiosa mais integra e integrada à realidade, expressa individualismo e, de certa forma, um "sectarismo", um apartar-se da unidade. Bem, aqui estão alguma características dessa complexa pós modernidade. Para uns ela apenas é uma moda a mais. Para outros é a imposição de uma nova cultura sobre o projeto fracassado da modernidade; para outros, ela é o caminho para a concretização de um período inacabado, isto é, a pós modernidade é a própria modernidade em rumo ao seu destino. Seja o que for, a pós modernidade, é a crítica da modernidade. É
dentro deste contexto que faço minhas reflexões sobre o
futuro das as religiões monoteístas. Elas estão situadas
no horizonte dos "grandes relatos", exatamente aqueles que são
rejeitados nestes final de século. Elas foram " reestruturadas"
na modernidade, portanto, refletem valores espirituais e éticos
desse período, valores que hoje passam, juntamente com outros tantos,
pela crítica pós moderna. Não há privilégios.
Todas as três religiões monoteístas estão mergulhadas
no mar da pós modernidade, portanto, merecem e necessitam fazer
uma reflexão profunda no seu interior e da sua missão no
mundo. Talvez, seja a falta de um consenso comum a questão mais importante a ser enfocada, dentro do judaísmo, neste final de século. Pois, se na modernidade se evidenciou a falta de um consenso sobre "o que é ser judeu e o que é judaísmo", muito mais diluído tenderá ser esse consenso nos próximos anos, já que uma das características pós modernas é a dissolução dos consensos universais. Dizem que onde há dois judeus há três opiniões; ou três sinagogas... piada? É, mas reflete uma realidade. Desde o início da modernidade européia os judeus não têm um consenso sobre no que se constitui o judaísmo em sua totalidade. Há consensos definidos, claros entre os diferentes grupos, mas esses não representam a globalidade judaica. Basta que sejam confrontados para se confirmar tal falta de unanimidade. Diante disso, poderíamos perguntar: teria o judaísmo, nesses três últimos séculos, perdido a sua essência? Teria o judaísmo rompido a sua unidade? Se a perdeu, como se sairá desse período crítico? Quais valores dariam ao judaísmo unidade, brilho, força interior, sem perder a consciência de estar sujeito ao mundo, aos os seus câmbios, e a consciência da sua presença e compromisso com o destino da humanidade? ( essas questões poderiam ser levantadas em relação a também ao cristianismo ). O judaísmo, apesar de suas divisões internas ainda tem vigor suficiente para fazer brilhar sua essência nessa confusa época, embora necessite, também, como o cristianismo, passar por um profundo exame das suas opções fundamentais no que diz respeito ao homem, ao estado, à religião. E esta é uma tarefa que inclui todas as grandes correntes do judaísmo: ortodoxa, conservadora e reformista. Além desses aspectos, o tema "assimilação" deve ser incluído no rol de exames, pois é importante no que diz respeito à relação judeus e não-judeus, entre cultura judaica e cultura global. O judaísmo há muito aceita - e não poderia deixar de fazê-lo - certos valores que são próprios do nosso tempo, visto expressiva participação de judeus, completamente integrados, na vida das diferentes sociedades em que vivem. Hoje isto nos parece tão óbvio, pelo menos no ocidente, mas não podemos esquecer que em plena modernidade, muitas comunidades ainda estavam privadas de uma participação normal na vida de muitos países. De qualquer forma, a adaptação judaica ao mundo moderno em muitas ocasiões surpreendeu: anteciparam-se na limitação de filhos na católica Polônia do final do século XIX; preocuparam-se, ainda no século passado, com a formação acadêmica das mulheres, enquanto, ainda hoje, muitas sociedades rastejam neste sentido. Se o tradicionalismo religioso e a rejeição "ao mundo" não são recomendáveis pelo risco que oferecem à credibilidade das religiões e das suas lideranças, igualmente a adaptação e a integração ao mundo secularizado comprometem a forma tradicional da vida judaica ou da vida cristã. Nivelar ou suprimir particularidades, tradições, com certeza, leva à descaracterização dos diferentes grupos étnicos e ou religiosos, sejam eles quais forem. Por exemplo: a germanização - quando muitos judeus acreditaram estar bem integrados à vida da sociedade alemã, o estado nazista os despojou de sua nacionalidade. Da mesma forma, não seria boa a americanização: a total e descriteriosa aceitação dos padrões americanos de vida, e o fácil abandono de muitos costumes e sinais característicos dos judeus. Tal como a germanização, a americanização não oferece um futuro promissor ao judaísmo. Se muitos desses judeus adotaram a Shoá e ou o Estado de Israel como sinais de identidade - sinais que os identificam e garantem certa unidade na fascinante cultura da América - apesar da importância que eles possuem - não sei até quando seriam suficientemente fortes para dar as gerações futuras uma identidade israelita. Não sei também, se estes sinais poderiam substituir a substância da fé judaica.
As religiões tradicionais, de modo especial o judaísmo, não são apenas um conjunto de normas e práticas a serem seguidas por razões de fé. São muito mais do que isso: elas imprimem um caráter, um modo de ser, de pensar, de julgar a partir de valores próprios de cada crença que ultrapassam o âmbito da fé pura e simples. Portanto, preservar o que é fundamental em cada religião é preservar aquilo que essencial a cada indivíduo e a cada grupo. O mundo pós moderno, muitas das vezes, por sua crítica que faz às tradições religiosas, leva o indivíduo a ultrapassar fronteiras, a perder o que é parte do consenso básico necessário para a coesão de todos - e no caso dos judeus - poderia fazê-los esquecer do consenso que, embora nem sempre tão claro, garantiu a sua continuidade por todos esses séculos. Muitos afirmam que pelo fiel apego às práticas religiosas se manteria unidade judaica em qualquer país e cultura que estejam submetidos. Mas, também se constata que a Halachá, seguida ao pé da letra, como sugerem alguns, já não pode oferecer um consenso básico satisfatório a todos os judeus. Alguns respeitados pensadores opinaram em relação ao consenso que possa representar a unidade de todos os judeus. Para o judeu americano Ben Halpern, não é mais o sentimento em torno da fé que une os judeus, mas sim um sentimento de destino comum: uma preocupação de um para com o outro. Assim, para o pensador, o judaísmo já não é expressão de uma religiosidade comum, pela qual todos são reconhecidos como membros de um povo escolhido e depositário da providência divina; mas antes, um povo que reparte experiências diversas e comuns. Porém, pode-se perguntar: como pode um povo, que estabelecido por séculos em diversos países, com diferentes culturas e preocupações próprias, reconhecer-se por "um destino comum"? Onde se situa este forte sentimento capaz oferecer de unidade entre judeus do ocidente e do extremo oriente? Já um outro pensador, Jacob Neusner, se opõe em parte a Halpern. Para ele existe uma solidariedade judaica universal fundada numa "estrutura mítica fundamental", que permanece intacta ao longo dos séculos. Pois, importantes aspectos da tradição que são conservados e transmitidos gerações após gerações que, mesmo entre os judeus mais secularizados, são enfocados dentro do clássico modelo judaico. Por exemplo: a Shoá, a fundação do Estado de Israel, são entendidas na linguagem dos Profetas: morte e ressurreição, retorno a Sion e interpretados através da ótica: Criação, Revelação e Redenção. O pensador fala em "estrutura mítica" relacionada aos acontecimentos bíblicos e da história judaica que, preservados na memória, oferecem identidade e certo grau de unidade aos judeus. Há um mito judeu? Bem, a ciência religiosa entende que o mito não é real, mas é verdadeiro à medida que ganha sentido na experiência histórica do povo, e que permite interpretá-la ( tal experiência) de forma coerente. Assim, o mito se mantém de geração em geração. Ora, segundo Neusner, isso poderia puro sentimentalismo. Então, até que ponto este mito é verdadeiro e significativo dentro da vida judaica? Ou, isso seria apenas puro sentimentalismo? Não temos dúvidas de que a piedade arcaica não é a única piedade verdadeira; também não temos dúvidas de que modernidade não exclui a verdadeira religiosidade. Há pessoas modernas que reconhecem o abismo que há entre o arcaico e o moderno, e nem por isso duvidam de sua autenticidade e do valor que elas têm na sua vida religiosa. Portanto, no judaísmo, apesar da falta de um consenso geral sobre em que consiste ser judeu, apesar das formas mais ortodoxas de interpretação, e apesar do reconhecimento do abismo que há entre o arcaico e o moderno, há um potencial religioso capaz de enfrentar a crítica da pós modernidade sem perder o seu vigor. Contudo, mesmo assim, de nenhum modo poder-se-á renunciar determinadas constantes clássicas da fé se se quer seguir sendo religiosidade judaica. Não se pode renunciar àquilo que foi e é central no ensinamento bíblico e que, apesar dos questionamentos da modernidade e da "negação", por parte de certos conceitos fundamentais para o judaísmo, tais ensinamentos se mantêm como verdades de fé: a noção de Deus único, Povo escolhido e Terra prometida. Estas verdades fundamentam a Aliança e, por conseguinte, conduzem à observância das mitzvot: é na relação com o Deus Único que está, desde do princípio, a originalidade, a continuidade e a identidade do povo judeu, apesar das diferentes línguas, culturas e países em que habitam. A partir dessa noção que dá originalidade, continuidade e identidade ao povo judeu poder-se-ia traçar um caminho à pós modernidade. Mais do que a assimilação, tais verdades fundamentais possibilitariam um maior brilho da essência judaica. Se durante a modernidade costuma-se dizer " Se você esquecer que é judeu, os outros lembrarão o que você é", talvez o seja melhor, daqui para frente, dizer: " Se você não esquecer que é judeu, poderá também recordar aos outros". Uma lembrança que produzirá efeito interno, na comunidade, e externo, como testemunho no mundo carente de valores culturais e religiosos definidos. A identidade judaica - na a pós modernidade - só será possível na medida em que volte aflorar na consciência coletiva essas constantes irrenunciáveis, mesmo e apesar de diferentes variáveis, pois seria uma ilusão esperar uma uniformidade. A modernidade tratou de estabelecer um modelo unitário de liberdade, igualdade e fraternidade em nome de uma razão universal, da natureza humana comum, o que resultou num pluralismo arbitrário, que punha em risco as três religiões monoteístas. Neste pluralismo arbitrário não há lugar para uma verdade universalmente válida, não há um comportamento ético de obrigatoriedade geral, nenhum direito humano que se tenha que respeitar todas as partes; portanto, tal pluralismo deve ser rejeitado - através da conscientização das constantes religiosas permanentes de cada credo. No horizonte pós moderno não há de se impor novamente um modelo unitário aos moldes da modernidade. Neste horizonte se apresenta um pluralismo social e religioso com duplo sentido: externo - no que se refere ao novo horizonte mundial pós moderno, policêntrico, transcultural e multireligioso; interno - no que se refere a nova pluralidade (que a partir da modernidade ocorre também no judaísmo) de direção, escolas e partidos. O judaísmo poderia se apresentar nesse horizonte pós moderno da seguinte forma: externo - mantendo os elementos fundamentais que caracterizam a realidade judaica, Deus Único, Povo e Terra, repensados como elementos centrais da fé israelita, porém, abrindo-se ao horizonte universal. Por exemplo: Deus é criador dos céus e da terra, e portanto, é criador de todos os homens, de todas as raças e nações; o primeiro homem, Adão, não é o primeiro judeu, senão o primeiro ser humano; a primeira aliança feita com Noé foi uma aliança universal; também, a aliança com Abraão e com os Patriarcas não significava, de modo algum, princípio de conflito com outros povos, uma vez que, por Abraão, seriam benditos todos os povos da terra... - interno: significa buscar um caminho caracterizado pelo reconhecimento das diversas tendências dentro do próprio judaísmo: por um lado, valorizar a tradição sem, porém, pender ao fundamentalismo; por outro, abrir-se às influências do mundo, sem escorregar para o "liberalismo" vazio; portanto, buscar o meio termo, sem cair na mediocridade - comprometendo-se apaixonadamente com formação judaica, com a guarda das tradições, com a preservação da memória, reconhecendo o significado e a força do sionismo e do Estado de Israel com respeito e compromisso, sem, porém, perder de vista o mundo. Este, talvez, seria o caminho do judaísmo para o mundo pós moderno: jamais perder de vistas as constantes fundamentais da fé judaica - a Aliança - que envolve a tríplice relação: Deus, Povo e Terra. Isto não se trata de uma fé reduzida, individualista e nacionalista, porém, de uma fé vivida em comunidade - uma comunidade que se corresponda com o mundo, como parte dele e que, se comprometa fielmente com o destino da Humanidade. Para "O
Macabeu" Leia
também: |
Leia
também, Encontros Marcados com Deus - Expressão da unidade do povo de Deus
|