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Apoio
Empresas ganham assistência
tecnológica para exportar

O Instituto de Tecnologia do Paraná (Tecpar), pertencente ao Governo do Estado, é uma das cinco entidades de tecnologia no Brasil e a única da região Sul capacitada a dar consultoria para pequenas e microempresas que queiram exportar seus produtos. O treinamento de consultores começou em setembro e, neste momento, a fase já é de contatos com as empresas interessadas para firmar os contratos de consultoria.

O novo serviço passou a ser prestado a partir de um convênio assinado pelo Tecpar com o Ministério da Ciência e Tecnologia e com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep). Com isso, o Tecpar se tornou um dos parceiros do Governo Federal no Programa de Apoio Tecnológico à Exportação (Progex), criado para estimular as exportações brasileiras, principalmente de pequenas e microempresas.

O ponto principal do programa é a assistência tecnológica para as pequenas e microempresas que já exportam ou que estão no caminho para exportar. "Geralmente essas empresas mantiveram os contatos com o mercado externo, mas não têm apoio tecnológico para melhorar o produto", explica a coordenadora de Estudos e Projetos do Tecpar, Graça Maria Simões Luz.

Segundo ela, são várias as empresas interessadas em obter o serviço de consultoria para iniciar a exportação de um ou mais produtos que fabricam. "Quatro empresas paranaenses, dos setores calçadista, eletroeletrônico e metalmecânico, já fecharam contrato e começaram a receber consultoria", disse Graça Maria.

Também estão sendo negociados contratos com empresas dos setores farmacêutico e de software. Como é o único capacitado do Sul do País, Graça Maria acredita que o Tecpar venha a atender, também, empresas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

No Paraná, a meta para 2002 é prestar esse tipo de atendimento a cem diferentes produtos, fabricados por diversas empresas do Estado. Graça Maria explica que a consultoria será priorizada às empresas que estão prestes a exportar. Ou seja, as que já identificaram o potencial do mercado internacional para seus produtos, já mantiveram contatos com compradores e dependem de apoio para adequar o produto às normas do país importador.

Estímulo

Para a coordenadora de Estudos e Projetos do Tecpar o programa vai ser de muita valia para as micro e pequenas empresas. "Era o estímulo que estava faltando", disse ela. "Com a elevação das vendas externas, aumentam as possibilidades de geração de emprego e renda no Estado", afirma Graça Maria, lembrando que em São Paulo, onde o Projex já está em andamento, o Instituto de Pesquisas Tecnológicas (IPT) passou a prestar consultoria para 150 produtos, tornando o faturamento com exportação, do conjunto de empresas atendidas pelo programa, passasse de R$ 800 mil para US$ 8 milhões.

O atendimento à empresa é feito em duas etapas. A primeira corresponde a um estudo de viabilidade técnica, com diagnósticos das questões que precisam ser corrigidas. A fase seguinte é a de solução dos problemas detectados na etapa anterior.

Graça Maria explicou que, em diversos casos, para elevar a exportação de um ou mais de seus produtos a empresa precisa adotar medidas como gestão para melhorar a qualidade e reduzir custos da mercadoria, adaptar o produto ao design do país importador e melhorar as embalagens. Muitas vezes, as pequenas empresas não sabem e não têm a condição necessária para fazer as adaptações necessárias, explica Graça Maria.

Governo Federal paga maior parte do projeto

As empresas interessadas em participar do Programa de Apoio Tecnológico à Exportação devem entrar em contato com o Tecpar. A consultoria prestada através do programa é financiada pelo Ministério da Ciência e Tecnologia, mas a empresa precisa dar uma contrapartida. O estudo de viabilidade técnica da empresa (1ª fase) custa R$ 2.900,00. O governo federal assume o custo no valor de R$ 2.000,00 e a empresa entra com a contrapartida de R$ 900,00.

Para a segunda fase, que se trata da adequação do produto, o orçamento do estudo foi fixado em R$ 12.500,00, sendo que o Governo Federal assume o custo de R$ 10 mil e a empresa entra com a contrapartida de R$ 2.500,00 por produto.

Além do Tecpar, foram capacitados institutos semelhantes em outros Estados, como o Centro de Tecnologia (Cetec), de Minas Gerais, o Instituto de Tecnologia de Pernambuco (Itep), a Fundação Centro de Análise Pesquisa e Inovação Tecnológica (Fucap), no Amazonas, e o Instituto Nacional de Tecnologia (INT), no Rio de Janeiro, além do IPT, de São Paulo, que iniciou o processo e agora repassa a metodologia aos demais institutos.

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