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Estudo de ínfimas variações genéticas entre as pessoas revela estratégias de tratamento
Os pesquisadores identificaram a menor variação possível no DNA de 71 indivíduos de origem européia, africana e chinesa com o objetivo de descobrir o papel dos genes em doenças comuns a toda a Humanidade. Trata-se do primeiro mapa detalhado de alguns "letreiros genéticos" considerados chave em grupos de origens étnicas distintas. Esses sinais, acreditam os cientistas, podem apontar as causas e os tratamentos de algumas das doenças mais comuns, entre elas diabete e câncer. Tais mapas podem ajudar os médicos a prescrever drogas mais eficazes, voltadas para um perfil genético específico. Podem ajudar também a entender por que algumas pessoas têm uma tendência maior a determinadas doenças do que outros indivíduos. - Criamos o primeiro mapa detalhado das variações genéticas comuns em seres humanos - afirmou David Hinds, da empresa de biotecnologia Perlegen Sciences, da Califórnia. Hinds alertou, entretanto, que a pesquisa não deve ser usada para embasar classificações raciais porque todas as diferenças genéticas detectadas entre grupos étnicos são relativamente pequenas, uma vez que todos os seres humanos compartilham mais de 99,9% de seu DNA. Ele afirmou ainda que a análise das diferenças genéticas não irá resolver a questão sobre as raças serem um fenômeno biológico genuíno ou um produto cultural. - Nosso estudo foi feito para nos ajudar a entender padrões de variações genéticas comuns que perpassam as populações - afirmou Hinds. - As pessoas não podem usar nossos dados para dizer que existem raças ou que não existem raças. Mas podem ser usados para determinar que tratamentos podem ser usados, baseados em diferenças fisiológicas causadas por variações genéticas. O estudo,
publicado na "Science", se concentrou em identificar a menor
variação possível a distinguir cada um dos 71 indivíduos
no estudo. Eles mapearam 1,58 milhão de variações
nos genes. A maioria dos 1,58 milhão é comum aos três
grupos étnicos. |
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