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Rodrigo Apolloni Pesquisador
paranaense afirma que a humanidade não está a beira de um
colapso por falta de água e que os riscos de uma escassez dependem
de uma série de fatores
O
Belém, "rio arquétipo" de Curitiba, pode ser despoluído
e gerar um volume de água de mil litros por segundo. Desse total,
metade pode ser destinada ao consumo humano sem impacto significativo
sobre o meio-ambiente. A população beneficiada? Trezentas
mil pessoas. Com esse exemplo, o doutor em Geologia Ambiental Roberto
Fendrich, professor da PUC-PR e da UFPR, sustenta o argumento de que a
humanidade não está à beira de um colapso em relação
à água. "A água está aí. A questão
passa pelas políticas de gestão. Se o poder público,
as empresas e a população trabalharem em conjunto, não
vai faltar água e nem o meio-ambiente será afetado".
De acordo com Fendrich, os principais problemas relativos à água,
atualmente, decorrem da soma entre processos ambientais naturais e processos
antrópicos (produzidos pelos seres humanos). Se os processos naturais
em escala macro não podem ser modificados - como o fenômeno
El Niño, por exemplo, ou as monções no subcontinente
indiano - os fatores antrópicos podem (e devem) ser ajustados para
que as coisas não se compliquem. "Glaciações,
períodos de seca e outros fenômenos climáticos em
larga escala fazem parte da História da Terra. O problema acontece
quando eles se cruzam com fenômenos produzidos pelo homem. É
preocupante, por exemplo, observar ocorrências como a da redução
da neve no Kilimanjaro", observa. O Efeito Estufa - provável
causador desse degelo - poderia ser reduzido e revertido com medidas como
a aceitação, pelos Estados Unidos, dos termos do Protocolo
de Quioto (que trata, entre outros temas, das emissões de gases
que afetam a atmosfera).
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