![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
![]() |
|
|
TUIUTI, GARCEZ, SEMINÁRIO, Aroldo Murá G. Haygert Nada mais “apropriado” para uma quarta-feira
de Cinzas: dia 5 de fevereiro, 2008, a notícia de que um incêndio
consumira a maior parte do edifício histórico do câmpus
Mercês da Universidade Tuiuti, em Curitiba. Foi-se quase toda
a histórica edificação próxima do centenário
e que, antes de sediar universidade, fora o grande centro de formação
de quadros da Congregação dos Irmãos Maristas
no Sul do Brasil. Por lá passaram educadores paradigmáticos
de gerações de brasileiros, como os professores Irmãos
Albano (José Cordun), Clemente Ivo Juliatto (reitor da PUCPR),
Dario Bortolini, Frederico (presidente e vice da mantenedora da PUCPR),
os professores Miguel Wouk, Ernesto Juvenal e mestres pioneiros, muitos
deles franceses, cujos nomes Deus sabe... um nicho formador e alimentador
de saberes, com desdobramentos na vida do país ad aeternum. ![]() Campus Facinter Garcez Em 1926, o engenheiro João Moreira Garcez – ex-Prefeito de Curitiba – iniciou a construção do primeiro arranha-céu da cidade. As linhas retas, revestidas em pó de pedra preto, têm, em suas fundações, grandes troncos de eucalipto protegidos com óleo cru e toneladas de cimento e ferro, importados da Alemanha. Construído no auge do movimento paranista, o Edifício Moreira Garcez trazia, além de sua incontestável beleza, atrativos como os elevadores, instalados em 1934. Em 2003, a Prefeitura Municipal de Curitiba concedeu à Facinter um alvará de funcionamento para uso educacional do imóvel, que é um belo exemplar da Arquitetura Art Déco do início do século XX, o qual o Grupo UNINTER tem ajudado a preservar, fazendo manutenções constantes, em benefício de toda comunidade curitibana e paranaense. Outros educadores vão garantindo a preservação
de prédios de interesse histórico. É o caso do
grupo Uninter, cuja visão ampla de Wilson Picler, garantiu a
adequação do Edifício Garcez a suas novas funções
universitárias, depois de ter sido prédio de escritórios
e shopping center, este concebido com toques de gênio pelo arquiteto
Eduardo Guimarães (anos 70). Como shopping, ganhou premiação
por seu arrojo arquitetônico interior, em âmbito internacional,
nos Estados Unidos. ![]() Campus Facinter Divina. Em 1896, o Padre Franz Aüling fundou a Escola Popular Alemã Católica – Katholische Deutsche Knabenschule. Em 1902, com o retorno do padre à Alemanha, confiou sua paróquia e sua escola aos Padres Franciscanos, que dividiram a instituição de ensino, ficando a parte feminina para as Irmãs da Divina Providência. Em 1905, a Congregação adquiriu o Castelo Hauer, nome dado a ele por se tratar, até então, da residência da tradicional família Hauer. Em 1999, a Facinter alugou um dos prédios do Colégio Divina Providência, sendo este o abrigo das primeiras instalações da Faculdade até o ano de 2001. Desde janeiro de 2007, a Facinter passou a ocupar os três prédios do imóvel onde era localizado o tradicional Colégio Divina Providência e, a partir desta data, o Grupo tem feito obras de restauração e reforma nos prédios (o Castelo Hauer – arquitetura eclética do final do século 19 – e o prédio construído em 1905), que são considerados Unidade de Preservação Municipal. Igualmente preservado para fins educacionais está outro
endereço,
e que teve especial papel pedagógico na história comercial
do Paraná: o Edifício Prosdócimo, na Praça
Tiradentes/Rua do Rosário, também do grupo Uninter. Quem,
entre os mais velhos, não se lembra da primeira loja de departamentos
do Paraná, a Prosdócimo, com modelos vivos nas vitrines
(em ocasiões especiais) e o deslumbre dos papais-noéis
hipnotizadores da infância então absolutamente ingênua
da cidade? Eu me lembro, início dos anos 50. |
|