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ANO 7 - ED 78 - MARÇO DE 2006


Ação ambiental de Itaipu conquista
prêmios e reconhecimento internacional

Para algumas empresas, cuidar do meio ambiente é apenas uma obrigação legal. Mas para a maior usina hidrelétrica do mundo, a Itaipu Binacional, é muito mais do que isso: trata-se de uma missão institucional.

Itaipu leva tão a sério este compromisso que suas ações ambientais são consideradas modelo para todo o setor elétrico mundial. E mais do que isso: conquistam prêmios e re-conhecimento internacional.

No final do ano passado, Itaipu conquistou o Prêmio Carta da Terra Maximo T. Kalaw Jr., entregue em Amsterdã, na Holanda, pelo desenvolvimento do seu programa Cultivando Água Boa. O programa foi uma das quatro experiências vencedoras entre 30 práticas mundiais analisadas que difundem e aplicam concretamente os princípios e valores da Carta da Terra.

Itaipu também foi vencedora da segunda edição do Top Social ADVB/PR - Prêmio Zilda Arns de Responsabilidade Social, levando a premiação máxima nas duas categorias em que disputou: comunidade e meio ambiente.

Outro prêmio importante recebido foi o de Destaque Nacional em Meio Ambiente, concedido pelos conceituados Instituto Ambiental Biosfera e Instituto Brasileiro de Estudos Especializados - o Ibrae.
"Para a Itaipu, proteger a natureza é um esforço contínuo. Afinal, estamos preservando a nossa própria fonte de energia: a água", afirma o diretor-geral brasileiro, Jorge Samek.

O Cultivando Água Boa, mostrado pela empresa para os representantes de mais de 180 países que participaram dos eventos sobre biodiversidade e biossegurança, organizados pela ONU, em Curitiba, se desdobra em mais de uma centena de ações conservacionistas.

Faixa de proteção, constituída de mata ciliar, abraça todo o reservatório de Itaipu

São ações voltadas para a educação ambiental; preservação das nascentes de rios e córregos que deságuam no seu reservatório; constituição de mata ciliar para proteger os rios e o seu próprio reservatório; proteção da fauna e da flora; práticas corretas de conservação de solo; desen-volvimento da agricultura or-gânica; cultivo de plantas me-dicinais; destinação correta das embalagens de agrotóxicos e criação de peixes em tanques-redes (gaiolas flutuantes), entre outras ações.

Fundamentos do programa

O programa Cultivando Água Boa está fundamentado na ética do cuidado com a vida e numa série de compromissos, expressos em pactos nacionais e internacionais, como a Carta da Terra, a Agenda 21, as Metas do Milênio, o Tratado de Educação Ambiental para Sociedades Sustentáveis e Res-ponsabilidade Global, as propostas da Conferência Nacional de Meio Ambiente do Brasil e as políticas públicas do governo brasileiro.

Mata ciliar e corredor de biodiversidade

Todo o reservatório de Itaipu, de aproximadamente 1.400 quilômetros quadrados de extensão, é protegido por uma faixa de mata ciliar, com largura média de 217 metros.

A floresta contínua plantada e preservada por Itaipu, o que inclui a faixa de proteção, refúgios e reservas biológicas, já alcança 108.866 hectares, o equivalente a 60% de uma área como a do Parque Nacional do Iguaçu.

Esta faixa de mata ciliar permitirá, brevemente, a formação do Corredor da Biodiversidade, que ligará o Parque Nacional do Iguaçu ao Parque Nacional de Ilha Grande e ao Pantanal do Mato Grosso do Sul.

Canal da Piracema

Além disso, Itaipu construiu um rio artificial de 8 quilômetros, o Canal da Piracema, que liga o rio Paraná ao seu reservatório. Autêntico elo da vida, o Canal ajuda os peixes a vencerem o desnível de 120 metros entre a superfície do reservatório e o rio Paraná abaixo da usina e garantirá a reprodução das espécies na época da piracema. O Canal servirá, ainda, para a prática de esportes.

Agricultura orgânica

Por meio do Cultivando Água Boa, Itaipu apóia o desen-volvimento da agricultura orgânica na região da Bacia Hidrográfica Paraná III, que envolve 30 municípios no Oeste do Paraná.

O objetivo do projeto é desenvolver a Agricultura Orgânica para contribuir no controle dos impactos ambientais gerados pela produção agrícola convencional e aumentar a qualidade de vida dos agricultores e consumidores, além de fortalecer a agricultura familiar. Na realidade, Itaipu pretende formar um cinturão de agricultura orgânica no entorno do seu reservatório, para melhorar a qualidade da água usada tanto para produção de energia elétrica como para abastecimento das cidades lindeiras.

Capacitação técnica

Itaipu oferece capacitação para agricultores, técnicos e professores, além de fornecer assistência técnica aos produtores para que eles possam fazer a conversão e a certificação de suas propriedades para o plantio de orgânicos. A empresa oferece, ainda, apoio à comercialização e à agroindustrialização. Já foi criada até uma marca para vender e certificar a origem dos produtos orgânicos produzidos na região, a Gran Lago.

A meta do programa é atender cerca de 3 mil agricultores orgânicos até 2008, o equivalente a 10% das propriedades agrícolas da região. O programa é desenvolvido por um comitê gestor e seis subcomitês de Itaipu em parceria com 16 instituições gover-namentais e não-governamentais.

Corredor da Biodiversidade vai ligar, pela mata ciliar de Itaipu, o Parque Nacional do Iguaçu ao Parque Nacional de Ilha Grande e ao Pantanal Matogrossense

Exemplo para o setor elétrico

O cuidado que a Itaipu dedica à água e ao meio ambiente é considerado modelo para o setor elétrico brasileiro. O Cultivando Água Boa foi escolhido como modelo de programa ambiental para as empresas do setor elétrico que integram o grupo da holding estatal Eletrobrás.

O professor Luiz Pinguelli Rosa, da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), ex-presidente do grupo Eletrobrás, diz que as ações ambientais de Itaipu constituem-se numa referência importante para as demais hidrelétricas, não só brasileiras, mas também mundiais.
"É muito bonito o trabalho que Itaipu faz na área ambiental. É um trabalho exemplar, que nós levamos ao Conselho de Meio Ambiente, criado no âmbito de todas as empresas do grupo Eletrobrás", afirma.

"Acredito que já há até uma repercussão internacional desse trabalho", assinala.

Pinguelli destaca o Canal da Piracema, um rio artificial de oito quilômetros de extensão, que liga o rio Paraná - à jusante - ao reservatório da usina, para facilitar a reprodução dos peixes. "Muitas iniciativas em particular, como a questão dos peixes, foram replicadas em outras empresas do grupo Eletrobrás", informa.

Ele demonstra entusiasmo ao falar sobre o projeto Cultivando Água Boa: "a idéia de que não basta só usar a água para gerar eletricidade, mas também para servir à população, com qualidade adequada, é elogiável nesse programa", observa.

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