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ANO 8 - ED 96 - OUTUBRO DE 2007
BELMIRO VALVERDE JOBIM CASTOR
ESTRATÉGIAS PARA PEQUENAS E MICROEMPRESAS

Foto: Divulgação
O professor Belmiro Valverde Jobim Castor acaba de lançar o livro “Tamanho não é documento: Estratégias para a pequena e a microempresa brasileira”, com exemplos práticos e uma linguagem acessível. Os pequenos empresários poderão ter dicas de como contornar dificuldades tradicionais como a burocracia e problemas de gestão. O próprio autor colocou em prática as técnicas que ensina. “Como o livro é exatamente sobre estratégia de pequenas e microempresas, decidi fazer da comercialização dele um case e montei um sistema pela Internet para vender e entregar o livro em qualquer lugar do país em 48 horas”, afirma Belmiro. Através do sistema, mesmo antes do lançamento e sem qualquer divulgação, já foram enviados cerca de 200 exemplares do livro para todo o Brasil, como Manaus, algumas cidades da Bahia e interior do Paraná.
Leia a entrevista com o autor Belmiro Valverde Jobim Castor.
UCF - Por que um livro de estratégia dedicado à pequena e microempresa?
Mais de 99,2% das empresas brasileiras são pequenas ou micro. Mais de quatorze milhões de pessoas trabalham nelas. Isso para não falar nos mais de dez milhões de "empresários informais" brasileiros, tipicamente de porte pequeno e micro. Esse tipo de empresa é majoritária em todo o mundo. Nos Estados Unidos, elas representam 99,7% do total.
Pequena e microempresa é sinônimo de empresa "de fundo de quintal"? Não. De novo, nos Estados Unidos, 40% das empresas do ranking das empresas mais inovativas são pequenas e micro. E 39% dos cientistas nas áreas de maior sofisticação tecnológica trabalham em empresas desse tipo. No Brasil, ainda não temos a mesma situação. As pesquisas mostram que há um crescimento acelerado do empreendedorismo nas áreas mais modernas da informática, das comunicações, da comercialização especializada e na prestação de serviços.
UCF - Como é a vida do pequeno ou microempresário no Brasil?
A Lei Geral das Micro e Pequenas Empresas, que entrou em vigor em 1º de julho, pretende facilitar em muito a criação de uma empresa no país, que - atualmente - é uma via-crucis que consome em média 75 dias e requer dezenas de documentos. Manter uma empresa em dia com as obrigações do fisco, da previdência e da legislação trabalhista é outra tourada que a nova lei também pretende facilitar. Mas é necessário esperar para ver se a nova lei vai vencer uma burocracia enraizada há décadas, até séculos.
UCF - Por que uma pequena ou microempresa necessita de estratégia?
A nova Lei pode facilitar a criação de uma empresa e reduzir a burocracia, mas para sobreviver e progredir, uma pequena ou microempresa precisa de mais. Precisa ter a capacidade de entender as oportunidades e ameaças que estão permanentemente surgindo no ambiente de negócio e como aproveitar as primeiras e evitar as segundas. E isso é a essência da estratégia empresarial.
UCF - Quando se fala de estratégia, sempre vêm à mente as grandes empresas realizando estudos complicados e gastando fortunas. Uma pequena ou microempresa pode ter "uma estratégia"?
Certamente. Em primeiro lugar é necessário lembrar que nunca ou quase nunca uma empresa nasce grande. Elas nascem minúsculas e, se forem bem sucedidas estrategicamente, crescerão e se desenvolverão. Basta ver exemplos como o Grupo Boticário que nasceu de uma pequena farmácia ou do Positivo que, de um cursinho pré-vestibular, se transformou em líder do mercado gráfico e de informática. Qualquer empresa de qualquer tamanho pode e tem de ter uma estratégia. Talvez até as pequenas e micro necessitem mais de uma estratégia empresarial bem definida e bem executada do que uma grande empresa que tem mais recursos, portanto pode experimentar, errar, experimentar de novo... Uma pequena ou microempresa não pode se dar esse luxo. Se começar a errar, morre.
UCF - Por que se diz que a estratégia é "a arte dos generais"?
Porque o termo "estratégia" vem do grego stratos, que significa exército, e agein, que significa administrar, gerir, comandar. O estratega era o general grego. Essa conotação com generais leva erroneamente muita gente a pensar que só uma grande empresa pode ter uma estratégia, como só um grande exército pode ter um general. Vamos lembrar-nos de que existem generais de pequenos exércitos que derrotaram inapelavelmente os grandes exércitos e seus generais. No livro, eu cito o General Nguyen Giap, que derrotou primeiro os franceses e depois os americanos, no Vietnã (antiga Indochina), e surrou o maior exército do mundo com tropas muito menores e muito menos equipadas. A diferença estava na estratégia.
UCF - Afinal, que é "administrar uma empresa estrategicamente"?
Para que um empresário possa dizer que "administra estrategicamente sua empresa", ele precisa desenvolver quatro capacidades: a de pensar estrategicamente, planejar o uso de seus recursos, de agir estrategicamente e finalmente de acompanhar e controlar a execução das estratégias definidas.
Serviço
Adquira o livro visitando o site
www.belmirovalverde.com.br
ou pelo e-mail belmirocastor@gmail.com
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