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A arte dos ovos ucranianos decorados A tradição milenar, trazida pelos imigrantes ucranianos no final do século XIX, é perfeitamente relatada no livro “Pêssanka - A Arte Ucraniana de Decorar Ovos no Brasil”, que também mostra a origem da pêssanka, os principais significados de sua simbologia, o processo de aculturação e o meticuloso e refinado trabalho de artesãs e artesãos paranaenses, principais representantes desta arte no Brasil. Com duas edições simultâneas, em português e inglês, este é o primeiro livro que retrata a pêssanka criada em comunidades ucranianas existentes fora de seu país de origem. Para retratar com mais fidelidade esta história, o jornalista Eduardo Sganzerla esteve na Ucrânia. Visitou Kiev, Lviv e o coração da terra das pêssankas, Kolomyia (província de Ivano-Frankivsk), Ucrânia Ocidental. Foi apenas nesta região dos montes Cárpatos que a pêssanka sobreviveu aos 70 anos do regime comunista soviético, que tentou aniquilá-la. Ali foi fundado o Museu de Pêssankas, que reconstituiu todos os estilos regionais da Ucrânia e guarda o maior acervo de ovos decorados do mundo. “Pêssanka” revela de maneira inédita, através de amplo registro fotográfico de Diego Singh, a beleza da arte e as técnicas de três gerações de artesãs e artesãos paranaenses. Foi pelas mãos deles que os ovos de Páscoa ucranianos, como são mais conhecidos, difundiram-se pelo mundo inteiro, nos últimos trinta anos. "Nada mais representativo do que apresentar o trabalho dos artesãos paranaenses, como síntese da arte no Brasil. A comunidade ucraniana do Brasil, hoje, é uma das que mais cultiva e preserva seus costumes e sua a rica cultura de origem, fora da Ucrânia. Uma das mais antigas e vigorosas tradições deste povo, a arte de colorir ovos, a pêssanka, que representa, para quem a recebe, vida nova, renascimento, entre muitos significados, foi fielmente seguida pelos imigrantes e seus descendentes, no Brasil, há mais de um século. "Hoje, a pêssanka é um símbolo da reconstrução da Ucrânia. Esta arte confinada aos porões, por muitas décadas, renasce nas aldeias, escolas, clubes e cidades de todo o país, independente desde 1991, com todo o seu brilho histórico, magia e mistérios", comenta o jornalista. O livro demorou um ano para ser concluído. Foi feito com apoio da Lei Municipal de Incentivo à Cultura, de Curitiba, com o incentivo da Copel e Hotel Deville. Eduardo Sganzerla publicou, entre muitos livros, o romance "Caminhos que Levam para o Norte" (2001), "Culinária Paranaense" (2004) e "Comida de Tradição para Crianças" (2006). SERVIÇO |
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