Casa de Estudos e Retiros Padre Reuter Creche Ana Proveller Paslestras e Conferências Contato LInks
í   n    d    i    c    e
Ideologia e religião
Eduardo Quirino de Oliveira
Opinião
Ciência: beleza, gratuidade e segurança (II parte)
Newton Freire-Maia
Para pensar
Clonagem humana ou ciência e ética
Antônio Celso Mendes
Artigo
Nosso admirável mundo novo

João Pedro Junqueira
Notas Científicas
Artrite na Doly; Porco & espinafre; Vírus VSV; Mussarus patagonicus;
Segredos
Solidariedade
Exposição de Calendários Japoneses reverte renda à Creche Ana Proveller
Ensino I
Curso de Teologia da PUC-PR é reconhecido pelo MEC

Ensino II
Faculdade Evangélica realiza em março o primeiro vestibular para o curso de Teologia

Presbitério Sul
Rev. Jean Carlos Selleti assume presidência
Acontece
Retiro
reúne psicólogos, psiquiatras e estudantes
Data
Colunista Enio Puccini comemora aniversário com ato de solidariedade
Administração
Programas do Paraná são modelo para outros países
30 milhões investidos
Programa "Da Rua para a Escola" atende 80 mil crianças paranaenses
Capacitação
Saúde municipal tem 200 novos profissionais
5 municípios paranenses
Fornecimento de água no Litoral vai dobrar
Piracema
Reprodução de peixes em Itaipu está em risco
Cursos de qualificação
Cajuru ganha mais um Liceu de Ofícios
L I V R O S
Caminhando e Crescendo
Pastoral da Juventude da Arquidiocese de Pouso Alegre, Paulus
O Ministério dos Presbíteros-Epíscopos na Igreja do Novo Testamento
Pe. Antônio José de Almeida, Paulus
Cecília Meireles: A Poética da Educação
Coletânea, Ed. Loyola

A História da Arquitetura
Jonathan Glancey, Loyola

Bíblia, Comunicação entre Deus e o Povo
Romi Auth Sab, Paulinas
As Aparições de Nossa Senhora de Fátima
Raimundo Lúlio, Paulinas
A Vida do Amor
Hildo Conte, Ed. Vozes
A Ludicidade como Ciência
Santa Marli Pires dos Santos, Ed. Vozes
Sócios aniversariantes
de Fevereiro de 2002


F E V E R E I R O   D E   2 0 0 2

30 milhões investidos
Programa "Da Rua para a Escola"
atende 80 mil crianças paranaenses

O programa "Da Rua para a Escola" vai atender este ano 80 mil crianças em situação de risco ou de exploração, em 393 municípios do Estado. Ele foi criado para estimular a educação, assegurar o desenvolvimento de crianças e adolescentes e promover o bem-estar social da família.

O programa prevê a entrega de uma cesta básica de alimentos por mês à família que mantiver as crianças estudando. Desde que começou, no município de Ponta Grossa, em 1995, o "Da Rua para a Escola" distribuiu 1,3 milhão de cestas. São beneficiadas todos os meses 23.530 famílias.

A proposta de encaminhar ou manter crianças e adolescentes, de 7 a 18 anos, na sala de aula, é o princípio de um atendimento que melhora as condições de vida da comunidade. Ao ser cadastrada no programa, a família recebe orientação, atendimento e acompanhamento nas diversas áreas de assistência social, além da educacional.

Todos os familiares são assistidos no campo da saúde física e mental, com acompanhamento médico e psicológico, e orientados para que haja harmonia na estrutura doméstica. "Este programa é fundamental para a comunidade, já que assiste a família nos aspectos necessários para criar paz e integridade no lar e dar condições ao bom desenvolvimento do cidadão", afirma a secretária da Criança e Assuntos da Família, Fani Lerner.

Depoimentos

O cotidiano da dona-de-casa Eva Mariana dos Santos mudou completamente desde que a família tomou parte no "Da Rua para a Escola". Com três filhos para criar, dois dos quais com problemas mentais, a vida desta moradora de Campo Magro, na Região Metropolitana de Curitiba, era repleta de discussões domésticas e crises de alcoolismo.

Por causa da deficiência, os filhos tinham dificuldade para acompanhar a didática regular de ensino. "Agora está diferente: a menina escreve o nome e o menino faz até trabalhos de artesanato", conta a dona-de-casa, que encaminhou os filhos para a escola especial.

Orientado pela assistência social do município, o casal começou a combater o alcoolismo, que causou depressão em Eva Mariana. "A melhora se nota pela casa, mais arrumada e limpa, com a cozinha organizada", afirma a assistente social Malvina Ferreira.

A história da família de Rosana de Borba, de 18 anos, também é de transformação. Não só psicológica, mas também econômica. Antes de ser incentivada pelo programa, Rosana quase não ia à aula. Os pais viviam um constante desentendimento.

Orientado, o casal restabeleceu a compreensão no lar e estimulou os filhos a freqüentar a escola. "O foco do trabalho foi o aumento da auto-estima da mãe, que foi medicada, participa das reuniões de assistência no município e agora até sorri com freqüência", diz a assistente Malvina.

Nos próximos meses, a família vai trocar o casebre de madeira onde mora por uma casa de alvenaria com oito cômodos, resultado do esforço da ação social em Campo Magro. O município, de 21 mil habitantes e integrado há quatro anos ao programa "Da Rua para a Escola", atende a 287 crianças e já distribuiu quase 3 mil cestas básicas.

"Estamos colhendo bons resultados como a diminuição da violência e a melhoria das condições de higiene das famílias, além da integração social", diz a primeira-dama de Campo Magro, Soeli Menegusso.

Segundo ela, o programa funcionou como uma ponte para solucionar outros problemas da população.

Investimentos de R$ 30 milhões

Desde 1995, foram investidos R$ 30 milhões no programa para garantir o acesso e a permanência das crianças na escola e reestruturar as famílias. O "Da Rua para a Escola" foi premiado pelo Fundo das Nações Unidas para a Infância, em 1996, e apresentado como exemplo nacional na área em uma Conferência Mundial de Voluntariado na Holanda, no ano passado.

O programa atua em três campos fundamentais, além do educacional: resgate da cidadania, assistência social e geração de renda. O combate à violência passa pelo apoio do Estado às famílias e pela atenção às crianças. A prevenção à criminalidade começa dentro da casa das pessoas e no Paraná se faz isso oferecendo creches e tirando as crianças das ruas.

Dados positivos

Do total de famílias integradas ao "Da Rua para a Escola", 37% ingressaram no programa com a retirada de crianças da rua; 30% iniciaram com menores que deixaram o trabalho infantil e 25% das famílias estavam em situação de extrema carência. O restante é formado por causas diversas.

Página Inicial