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Ao longo de sua leitura, "A Metáfora do Deus Encarnado" oferce um argumento cumulativo em favor de uma compreensão inovadora da figura e do dogma central do cristianismo: Jesus, o Cristo. A encarnação tem nesse livro um profundo sentido religioso, e, contudo, não é compreendida de forma literal e metasfísica, nem é defendida teologicamente como simples mistério. Antes, ela é uma metáfora específica ao cristianismo, parte da forma cristã de responder humanamente à Realidade transcendente última a que chamamos Deus. Esta forma, porém, é apenas uma entre várias no mosaico humano das religiões. Assim, John Hick oferece, num só livro, uma releitura saudável do cristianismo e os contornos de uma proposta robusta, filosoficamente embasada, para assumir o diálogo com outras religiões a partir de uma atitude pautada por honestidade intelectual.
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