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O desafio de criar algas
na represa do Iraí

O fenômeno chamado de "floração de algas" nos reservatórios de água bruta ou barragens ocorre normalmente durante o verão, mas está sendo registrado agora na Represa do Iraí por causa do inverno atípico. O crescimento destes microorganismos vegetais é um fenômeno natural e sazonal e se dá em função do aumento da temperatura, incidência de luz solar e quantidade de nutrientes (nitrogênio e fósforo) no lago. A morte dessas algas (microsystis) libera subprodutos que normalmente alteram o odor e o sabor da água mesmo tratada. Porém, não apresenta riscos aos clientes da empresa.
O grupo de algas que está predominando na Represa do Iraí é do tipo cianobactérias (algas azuis). As cianobactérias têm esta denominação por apresentarem tanto características de algas (clorofila), como de bactérias (ausência de membrana nuclear). Este tipo de alga produz duas substâncias básicas: tóxicas e não-tóxicas. Nenhuma substância tóxica foi encontrada nas exaustivas análises realizadas.
As análises para verificação de microcistinas estão sendo feitas diariamente pela Sanepar, por meio de kit enzimático. São estas análises que dão à Sanepar a segurança de que a qualidade da água distribuída à população está preservada.
João Sarkis Yunes, especialista em toxicologia de algas, professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, confirmou, em análises por ele realizadas, que a água da Represa do Iraí não apresenta risco à população.

Água sem cheiro e sem sabor

A Estação de Tratamento de Água Iraí (ETA Iraí) começa a funcionar em novembro próximo, será a maior do Estado e terá tecnologia adequada ao tratamento de água de represa. O diferencial tecnológico da ETA Iraí é que ela vai operar pelo sistema de flotação, que retira as algas que possam chegar junto com a água bruta antes de passar para os filtros.

Está sendo estudada ainda a possibilidade de instalar na ETA Iraí o sistema de tratamento por ozônio e filtração por carvão ativado granular. Uma garantia a mais de água sem cheiro e sem gosto, por causa do aparecimento de algas, e absolutamente dentro dos padrões de potabilidade preconizados pelo Ministério da Saúde.

O Sistema Iraí, quando concluído, terá capacidade para atender uma população de dois milhões de pessoas. O sistema atual, nos dias de maior consumo, está num estreito equilíbrio entre produção e demanda. A ETA Iraí modificará esta situação, reforçando o abastecimento de Curitiba e Região Metropolitana.


A importância da represa


Localizada entre os municípios de Pinhais, Piraquara e Quatro Barras, a barragem do Rio Iraí é fundamental para assegurar o abastecimento de água para grande parte de Região Metropolitana de Curitiba. Com capacidade para armazenar 52,5 bilhões de litros de água, a barragem teve um custo total de 27 milhões de reais. A barragem, a maior do Estado para abastecimento público, vem cumprindo suas duas principais funções: ajudando a evitar as cheias do Rio Iraí na região de Pinhais e contribuindo para regularizar a vazão dos rios Iraí e Iguaçu que abastecem parte da Grande Curitiba.

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