Casa de Estudos e Retiros Padre Reuter Creche Ana Proveller Paslestras e Conferências Contato LInks
Reparar uma injustiça
Retiro Espiritual
Conferência discute a vida monástica
Agende as próximas Conferências
Meu amigo Papa
Alzeli Basseti
Convênio vai capacitar lideranças comunitárias
Cohapar investe na preservaçao do meio ambiente
Parceria para preservação de prédios históricos
O desafio de controlar as algas na Represa do Iraí
Atos dos Apóstolos
Pe. Denilson Aparecido Rossi, imd.
As primeiras Comunidades
L I V R O S
Na Liberdade da Solidão
Thomas Merton, Vozes
Pecados
Organização: Eliana
Yunes e Maria Clara
Lucchetti Bingemer, Loyola

Bioética
O que é, como se faz
Fernando Lolas, Loyola

V Í D E O S
Paulo de todos os povos
2 Partes - Paulinas
Sócios aniversariantes
de Novembro

É mais o que nos une...
Rabino Dr. Simón Moguilevski

Duas tradições religiosas diferentes podem adotar distintas atitudes, uma em relação à outra. Podem lutar, perseguir-se, ignorar-se ou tratar de chegar a um entendimento. Esse último é o mais difícil, mas certamente o mais necessário. Não faz muitos anos que, por razões elementares e pela certeza de que ambas religiões têm algo importante a oferecer aos seres humanos no tocante à sua relação com Deus e o próximo, a Igreja Católica Romana e o Judaísmo decidiram empreender diálogo, apesar de ter havido um desconhecimento mútuo das respectivas liturgias, ambos credos celebraram festividades religiosas paralelas e existe uma influência litúrgica e ética por parte do judaísmo no cristianismo.

Um dos chamados "pré-conceitos" que suscitam imagens de veemente oposição a Jesus, de duro legalismo e alguma piedade, é o termo "fariseu", supostamente representativo de tudo aquilo que Jesus condenou. Isso revela uma ignorância geral com relação ao Judaísmo da Época do Segundo Templo, na Igreja. Infelizmente, vários estudiosos bíblicos, historiadores e vários documentos oficiais católicos começaram a questionar esse ponto de vista preconceituoso. A Declaração de 1973, emitida pela Comissão de Relações com os Judeus do Episcopado da França, tratou desse tema com grande seriedade, sinalizando que: "a doutrina farisaica não se opõe à do cristianismo". Também as Orientações do Vaticano de 1985 sobre as relações católico-judias mostram o efeito prejudicial da representação negativa do farisianismo da educação cristã.

O livro "Sábios Fariseus", escrito por um católico praticante, o professor Evaristo Eduardo de Miranda, a quem sobram títulos de idoneidade e livros publicados, e pelo licenciado José Manuel Schorr Malca, intelectual e estudioso do judaísmo e da Cabala, conjuga de certa forma o que dizia meu mestre e predecessor, o Grande Rabino da Congregação Israelita da República Argentina, Dr. Guilhermo Schlesinger Z"L, fundador da Confraternidade Judeo-Cristã em Buenos Aires: "é mais o que nos une do que o que nos separa, lamentavelmente sempre se trabalhou sobre o que nos separa".

Devemos congratular-nos com a publicação deste texto e creio não exagerar ao dizer que deve ser material de consulta para todos os mestres de religião que queiram compreender ambas e aprofundar-se na judaica, a fim de transmitir as bases históricas e éticas do cristianismo em sua verdadeira acepção.

E como diz a Mishná 9 do capítulo 2 do Tratado de Ética dos Pais (Pirkei Avot): "se muito estudaste não te vanglories porque para isso nasceste", certamente este livro despertará o afã de aprofundar mais nos textos sagrados para que possamos educar uma geração sã, impregnada com o amor ao Criador e a todos os seres humanos sem distinção de raças, credos e nem cores.

Rabino Dr. Simón Moguilevski
Congregação Israelita da República Argentina

Página Inicial