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JULHO DE 2007

Lerner não vai de metrô

O ex-governador Jaime Lerner foi um dos palestrantes do simpósio “Mudanças e Mutações, Mudando o Mundo de Hoje” realizado no último sábado sob promoção do Instituto Ciência e Fé e Fundação Salete. Falou para os 80 convidados – sociólogos, jornalistas, professores, médicos, arquitetos – sobre cidades e sobre o papel do Estado como agente de transformação.

Preferiu falar sobre grandes temas e, embora provocado, evitou fazer qualquer crítica ou comentário a respeito do governo Requião. Mais próximo disso foi quando se disse arrependido de ter sido “tão generoso, como fui, com meus adversários políticos”.

Não pensa em voltar a disputar eleições nem militar politicamente. Está desiludido com os partidos – grandes ou pequenos. Seus espaços são dominados por políticos profissionais pouco comprometidos com o interesse público, com os quais já não se mostra com vontade de competir.

Não deixou de manifestar, outra vez, porém, sua oposição ao projeto de implantação do metrô em Curitiba. Alinha várias razões para defender a opinião:

- O custo de construção e de operação do metrô é alto demais. Economicamente inviável, vai exigir subsídios governamentais permanentes para assegurar a manutenção de tarifas razoáveis para o público.

- Este alto custo consumirá recursos que o governo precisa utilizar em programas sociais.

- Curitiba tem um sistema de transporte coletivo que ainda está longe de se esgotar. Os eixos formados pelas canaletas e vias rápidas têm condições de absorver freqüência maior de ônibus expressos de grande capacidade.

- A ampliação da capacidade do atual sistema só depende de aumento de freqüência e de um bom gerenciamento, tornando o metrô dispensável.

Transcrito da reportagem de Celso Nascimento, Gazeta do Povo, 30/07/2007

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